Coluna do Presidente, nº 31
por Philipe Deschamps Dias, em 16 de outubro de 2007
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM GUIL, LATERAL-DIREITO DO ELLITEEle é o camisa 11 do Ellite desde a sua fundação. Foi um dos fundadores do time e o idealizador (ao lado do Chaves) do primeiro escudo da história do clube. São 208 jogos e 123 gols no currículo. Começou no meio-campo e sempre foi um jogador rápido e habilidoso. Por força das circunstâncias, acabou se deslocando para a lateral-direira, onde hoje é titular absoluto. Teve um péssimo início de temporada, mas se recuperou e é, desde a metade do ano, um dos destaques do time. Será que vai levar o prêmio de destaque do ano? Ele acha que não e aponta Alex e Renato como favoritos. Mas quem duvida do rapaz?
Em um jogo este ano, um adversário respondeu uma reclamação do lateral, dizendo que futebol era para homem. Alguns minutos depois, o camisa 11 pegou a bola na defesa e partiu em disparada para o ataque, marcando um golaço. Olhou para o adversário que o havia provocado e retrucou: pega a bola lá no fundo das redes! Excelente resposta de um defensor que joga sempre na bola, com lealdade e respeito ao adevrsário. Leiam abaixo as palavras do calado jogador do Ellite. Foi difícil fazê-lo falar... mas consegui. Confiram o resultado abaixo, ou como ele mesmo costuma dizer quando faz um gol: tá lá!
1. Você começou o ano muito mal, com atuações abaixo da crítica, mas a partir da metade do ano veio subindo de produção assustadoramente e, nos últimos 3 meses, tem sido sistematicamente apontado como o destaque dos jogos. A que você atribui essa subida de produção?
GUIL: O ano de 2007 tem sido de muitas mudanças na minha vida. O início foi uma grande correria: estava arrumando meu apartamento e, ao mesmo tempo, vendo os preparativos para meu casamento. Em abril, depois que casei, veio a mudança da rotina... isso tudo contribuiu para a queda da minha produção.
2. Você também teve uma melhora incrível em relação ao preparo físico. Posso dizer que você é hoje, sem dúvida, o melhor preparo físico do time. Apóia o ataque o tempo todo e volta para marcar com a mesma disposição. Como se deu essa melhora?
GUIL: Logo após o meu casamento, comecei a fazer futevôlei todos os dias. O treino é muito forte e fui pegando um bom preparo físico. A disposição em jogo mudou muito e, com isso, a confiança aumentou também. Posso dizer que o meu mau rendimento no início do ano também colaborou para que me esforçasse mais.
3. Se o prêmio de Destaque do Ano fosse dividido em dois semestres, arrisco afirmar que você seria o destaque do segundo semestre. Mas o prêmio é pelo ano inteiro. Você acha que ainda está na briga? (para quem não é do time, vale lembrar que o prêmio de destaque do ano só é conhecido ao final de toda a temporada, mediante fórmula que leva em consideração as notas recebidas pelos jogadores jogo a jogo, concedida pelos demais integrantes do time em sistema de voto secreto, e a presença nas partidas).
GUIL: É muito difícil arriscar um palpite já que não temos sequer parciais da votação. Pelos últimos jogos, realmente poderia até dizer que estaria na briga, pois apareci como destaque em praticamente todos. Mas acredito que uma grande parte do time tem chances, pois o Ellite tem mostrado bom conjunto, sem grandes destaques individuais nos jogos. A disputa deve estar acirrada.
4. Dê um palpite mesmo assim: quem tem se destacado este ano na sua opinião?
GUIL: Acho que a briga vai ficar entre o Renato e o Alex. Os dois têm mostrado um bom futebol e boa regularidade no ano.
5. Você sempre foi um jogador de meio-campo ofensivo. Chegou a marcar 40 gols na temporada 2002 e é o 4º maior artilheiro da história do time, com 123 gols, mas acabou mudando de posição no Ellite e hoje é absoluto na lateral direita do time? Como se deu essa mudança?
GUIL: Houve a necessidade de um lateral-direito, não me recordo o ano. Na época, o Ellite tinha um bom número de jogadores atuando no meio-campo. Em um determinado jogo, joguei na lateral e fui bem, atuando em outras partidas também... Inicialmente, não era minha preferência, mas me adaptei e estou até hoje.
6. Lembro-me que quando propusemos a você a mudança do meio para a lateral, você não aceitou. Dizia que preferia ficar no banco do meio-campo a jogar na lateral. Você acabou aceitando pelo bem do time e hoje está completamente adaptado. Você se sente feliz hoje jogando nessa posição?
GUIL: No meio-campo tinha mais liberdade e conseguia chegar com maior freqüência ao gol. Acho que foi o motivo da minha resistência inicial em jogar na lateral. Mas fui me acostumando e hoje me sinto feliz.
7. Você foi um dos fundadores do Ellite e faz parte do quadro do Conselho Deliberativo. O que representa o Ellite para você?
GUIL: O Ellite realmente é uma família. Tem uma história. Ser um dos fundadores deste time é motivo de orgulho e satisfação. É prazeroso saber que depois de tantos anos, o Ellite continua forte, conhecido, respeitado e adorado por muitos e que você contribuiu para o surgimento disso tudo.
8. Apesar de jogar na defesa, você continua marcando seus gols, a maioria das vezes em chutes fortes de fora da área. Você não acha que poderia aproveitar melhor os seus chutes, por exemplo, em cobranças de falta? Você acha o Chaves deixaria você bater? Ehehehe
GUIL: Os gols saem com maior freqüência de fora da área pela posição que jogo hoje. Acho que poderia arriscar algumas cobranças de falta sim, não haveria problemas, até porque o Chaves, em algumas cobranças, não bate direto, rolando a bola para o Alex.
9. Você é o número 11 do Ellite desde a fundação do time... nunca jogou com outro número. Você já me disse que nem pensa em mudar de número, mesmo jogando na lateral direita. O número 11 tem algum significado especial para você?
GUIL: Não há um significado especial... desde pequeno jogo com a 11. Acostumei com o número, mas admito que a 11 do Romário contribuiu pra isso.
10. Pra terminar, a pergunta que eu gosto de fazer para todo mundo: teve algum jogo ou gol especial, que ficou marcado na sua lembrança?
GUIL: É difícil lembrar do jogo, mas tem uma jogada de um gol meu que ficou registrada na minha lembrança: recebi a bola no meio-campo, driblei um jogador, passei pro Chaves e corri na diagonal. O Chaves, de primeira, lançou e, de cabeça, fiz o gol. Golaço!
ELLITE ENFRENTA SEU MAIOR FREGUÊS: CIDADE NOVA
Pela nona vez na história, o Ellite joga, nesta quarta-feira, dia 17, com o Cidade Nova. É o nosso maior freguês. São 8 partidas, com 7 vitórias e apenas um empate, 79 gols a favor e 36 contra. Um retrospecto pra lá de favorável ao Ellite. O adversário, no entanto, promete ir a forra. - Vou levar um time pra vencer dessa vez, mais experiente - disse Renato Duce, principal dirigente do clube.
Pode-se dizer que o Cidade Nova terá mais chances desta vez. Sem goleiro, o contundido lateral Guedão se dispôs a agarrar. Marreco está fora do jogo por motivos profissionais. Marcio PCC e Bruno continuam contundidos. O Ellite, portanto, deve ir a campo com a seguinte formação: Guedão, Guil, Alex e Vilano; Juninho, Zumbi (Felipe), Chaves e Ph.
DIRIGENTE DO CIDADE NOVA ESTEVE NA PARADA GAY
O dirigente do Cidade Nova, citado na nota acima, é, no mínimo, uma figura. Com dificuldades para encontrar adversário em virtude do jogo do Brasil no Maracanã, liguei para o Renato no último domingo a noite, no finalzinho do confronto entre Brasil e Colômbia, pelas eliminatórias da Copa. Após os cumprimentos iniciais, o diálogo que se seguiu foi o seguinte, transcrito completamente na íntegra:
- Está vendo o jogo do Brasil, Renato? - perguntei, achando que ele estivesse em algum bar devido à gritaria que ouvia ao fundo.
- Não. Estou na Parada Gay, em Copacabana !!!
- Como ????
- Na Parada Gay, em Copa !!!
- Renato, VC É GAY ??? Eu não sabia !
- Não, Ph .. q isso ??? está me estranhando ???
- Ué, vc não está na Parada Gay ??? Se não é gay está fazendo o que aí ????
- Vim aqui com uns amigos só pra curtir o evento... está o maior barato!
Resolvi trocar rápido de assunto ... estranho isso. Muito estranho.
JOGADOR DO UNION QUER SER ENTREVISTADO NA COLUNA
O lateral-direito Márcio Souza, um dos responsáveis pelo Union (antigo Tesouraria F.C.) reivindicou a este que vos escreve uma entrevista exclusiva para esta COLUNA. Depois de ler o bate-bola com o manager do Icatu neste mesmo espaço, ele pediu uma oportunidade de divulgar o novo nome do seu time, explicar o motivo da mudança e falar sobre a oportunidade de uma revanche, depois da vitória inapelável do Ellite em Irajá. Ele quer estrear o novo uniforme (muito bonito, por sinal) justamente contra o Ellite. O titular desta COLUNA promete dar uma oportunidade ao amigo do Union, oportunidade de entrevista e revanche.
PAGAMENTO DE MENSALIDADE: peço aos atrasados que levem o dinheiro da mensalidade. Não vamos deixar acumular. Relembrando:
Bruno, Renato e Zumbi - 30,00
Guil, Felipe e Marcio PCC - 20,00
Chaves - 15,00
Juninho - 10,00
RAPIDINHAS
- O dublê de zagueiro e meio-campo Alex reclamou do atraso na publicação da COLUNA desta semana. Ligou-me VÁRIAS vezes. Disse que a mensalidade inclui também a COLUNA e que ela não pode atrasar. Este que vos escreve agradece a preferência e pede desculpas pelo atraso. Foi o feriadão...
- E por falar em Alex, o jogador se casa no próximo sábado, dia 20, na Taquara, às 20hs. Ele avisa que não haverá atraso na cerimônia.
- Anotem nas agendas: o tradicional jogo de final de ano, Time do Ph x Time do Chaves, será no dia 12 de dezembro. O churrasco de comemoração (atenção Maurício e Joca!) será no sábado seguinte, dia 14. As datas já foram fechadas e confirmadas pelo Conselho Deliberativo do clube. Programem-se!